quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Emilia - Reny de Oliveira

Emília


Emília é uma das personagens principais da obra infantil de Monteiro Lobato, na série relacionada ao Sítio do Picapau Amarelo.
Lobato travara contato com as ideias pedagógicas de Anísio Teixeira, e por elas se entusiasmara. Torna-se grande amigo do educador baiano, e há sérias razões para se acreditar que a personagem nada mais era que uma brincadeira entre ambos - já que "Emília" era como se chamava a esposa do pedagogo.
Diversos bonecos falantes permeiam a literatura infantil, desde Pinóquio. Sem dúvida, a literatura de L. Frank Baum deve ter influenciado Lobato, como todos aqueles que lhe foram pósteros e se aventuraram na escrita infantil. O Espantalho e até mesmo "The Patchwork Girl of Oz" certamente foram bases sobres as quais nasceu Emília.
Uma boneca em especial existe no conto russo "A Bela Vasilissa". A personagem título do conto é possuidora de uma boneca abençoada por sua mãe, que ganha vida ao ser alimentada. Quando a menina acaba prisioneira da bruxa Babayaga, a pequena boneca a ajuda a executar os trabalhos impostos pela feiticeira, e mais tarde a ajuda a escapar, pois a feiticeira tinha aversão a objetos e pessoas abençoados. Curiosamente, a personagem Vasilissa, assim como Narizinho também se casa com um rei ao final do conto.
Diversos autores consideram Emília como um alter ego do Autor. Nela, Lobato exprimiria, muitas vezes, suas próprias opiniões que, por contrariarem o senso comum da época, foram colocadas na boca de uma criatura cuja índole era irresponsável e que, por ter enchimentos de macela, falava sem pensar. "A Emília é infernal", bem definiu Lobato: "Quando estou batendo o teclado, ela posta-se ao lado da máquina e quem diz que eu digo o que eu penso?".
A irreflexão é a principal marca da boneca mais famosa da Literatura Brasileira. Suas "asneiras" dão-lhe encanto próprio, graça que fizeram-na deixar o papel a que estava destinada, como personagem secundária, para ser uma das principais - a principal, ao menos para os leitores, curiosos para saber o quê ela irá aprontar.
 
— Monteiro Lobato,
A personagem ganhou livros quase que inteiramente lhe dedicados.

Em carta dirigida a Godofredo Rangel, Lobato declarou:
Emília começou uma ridicula,feia boneca de pano, dessas que nas quitandas do interior custavam 200 réis. Mas rapidamente evoluiu, e evoluiu cabritamente - cabritinho novo - aos pinotes. E foi adquirindo tanta independência que, não sei em que livro, quando lhe perguntam: 'Mas que você é, afinal de contas, Emília:' ela respondeu de queixinho empinado: 'Sou a Independência ou Morte.' E é. Tão independente que nem eu, seu pai, consigo dominá-la
 
— Monteiro Lobato, in: Barca de Gleyre, 14ª ed, Brasiliense, S.Paulo, 1972),
Em A reforma da natureza, ela inventa o "livro comestível": "(...) Em vez de serem impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (...) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas, lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado." Através da boneca, Lobato expressa a ideia de leitura prazerosa.


CONHEÇA AGORA A ATRIZ QUE INTERPRETOU A 2° EMÍLIA:

Reny de Oliveira


Reny de Oliveira (1950) é uma ex-atriz brasileira, cujo auge foi vivido ao interpretar a personagem Emília no Sítio do Pica-Pau Amarelo[1]
Reny desempenhou o papel de Hellen Keller, em O Milagre de Anne Sullivan, no Teatro TAIB, em 1967. Sua aplicação no papel de menina cega, surda e muda a levou para a TV, onde desempenhou papel semelhante em uma novela. Depois fez a Emília, no Sitio do Picapau Amarelo, Rede Globo. Reny acabou por desistir da carreira artística ao ver que sua imagem estaria para sempre atrelada à personagem que ela havia interpretado, apesar das tentativas de fazê-lo, quando, por exemplo, posou nua para a revista Playboyde janeiro de 1984. Reny de Oliveira nasceu em São Paulo em 1947. Participou da peça "Eu vou na Banguela Delas" em 1984 ao lado do humorista Colé e da vedete Nélia Paula.
Anteriormente havia feito um ensaio sensual para a revista Ele Ela de outubro de 1975.
Atualmente, Reny vive nos Estados Unidos, longe da carreira televisiva. Ela é casada com um norte-americano e assina Reny Burrows.


Trabalhos

Televisão






Teatro

  • 1967 - O Milagre de Anne Sullivan
  • 1984 - Eu Vou na Banguela Delas

Revistas


Emilia - Suzana Abranches

Emília


Emília é uma das personagens principais da obra infantil de Monteiro Lobato, na série relacionada ao Sítio do Picapau Amarelo.
Desde sua criação, em "A Menina do Narizinho Arrebitado", livro publicado em 1920Emília mereceu diversas representações por grandes ilustradores, no Brasil e no exterior - pesquisados por Camilla Cerqueira César e Cecília Reggiani Lopes.
"Uma bonequinha sem-graça, quase despersonalizada", foi assim que a primeira Emília foi vista por Voltolino. Sem dedos nas mãos, os cabelos eram rabiscos que seguiam a descrição inicial de Lobato:
Uma boneca de pano bastante desajeitada de corpo. Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma bruxa."
Muitos ilustradores não deixaram assinatura em edições que se seguiram, mesmo que rebuscadas. Algumas dessas trazem uma Emília já cabeludinha e, sendo todas em preto e branco, grossos cabelos negros curtos são a constante - já que as feições variam.
Jean Gabriel Villin traz uma Emília de cabelos claros, com pernas e braços afilados e compridos (1931-34); Belmonte traz uma Emília com feições mais humanas, tendo evoluído para as bonecas que imitavam o rosto infantil - mantendo os "olhos de retrós", ou seja, dois pontos negros (1936-39). Rodolpho (1944) coloca Emília nas proporções devidas - pequenina como as bonecas de pano devem ser e, claro, sem nariz. Jurandir U. Campos, conhecido pintor e genro de Lobato, já havia ilustrado a obra do sogro, sem modificações de vulto quanto à boneca Emília.
Na década de 60 dois extremos: as belas e elaboradas ilustrações de André Le Blanc[4] contrastam com as distorções mais artísticas que ilustrativas de Odiléia Toscano.
Finalmente, na década seguinte, Emília ganha personificações mais humanas. Quarenta anos depois de sua criação original, Manoel Victor Filho traz uma boneca com formas quase totalmente de menina [5] - até chegar na última personificação, mas ainda não "definitiva", feita pela artista Ely Barbosa, para a Rede Globo de Televisão, esta última adaptando a boneca às necessidades da nova mídia na qual a obra de Lobato vinha a inserir-se - ou seja, uma menina disfarçada de boneca. Com algumas alterações, sobretudo com o advento das cores na tv, Emília passou por constantes atualizações. No começo do século XXI, Emília tornou-se um grande sucesso comercial, com a venda de bonecas dos mais variados tamanhos e sempre dotadas de um visual extremamente colorido.
Durante inúmeras versões do Sítio do Picapau-amarelo para a televisão, a personagem Emília já foi interpretada por Lúcia Lambertini nas versões feitas do Sitío do Picapau Amarelo pela extinta TV Tupi (de 1951 a 1962) e pela Rede Cultura (1964) e Dulce Margarida; por Zódia Pereira na versão feita pela Rede Bandeirantes (1967 a 1969); por Dirce Migliaccio (em 1977), Reny de Oliveira (em 1978 a 1983) e Suzana Abranches (de 1983 a 1986), na versão feita da obra infanto-juvenil de Monteiro Lobato, realizada pela Rede Globo; e por Isabelle Drummond (de 2001 a 2006) e Tatyane Goulart (2007), na versão produzida também pela Rede Globo.
Em dois momentos o Governo Federal "adotou" os personagens lobatianos. Passando pela ilustração de Gian Calvi, em 1973, nos selos em bloco comemorativo da obra de Lobato, em que uma Emília simplista entrega flores ao Lobato. Esta imagem é utilizada, também, no carimbo comemorativo ao 1º dia de lançamento, usado em TaubatéSão Paulo e Rio de Janeiro. Chega-se às imagens que foram cunhadas por Ely Barbosa - e modificadas até chegarem no modelo atualmente divulgado - em "cartilhas" do programa "Fome Zero".


CONHEÇA AGORA A ATRIZ QUE INTERPRETOU A 3° EMÍLIA:


Suzana Abranches


Suzana Abranches é uma atriz brasileira.
  • Junto com três amigas, forma o grupo teatral "As Meninas do Grelo Falante". Na década de 80 foi a Emília do Sítio do Picapau Amarelo.

Carreira


Telenovelas



Séries


Cinema


Teatro



Narizinho...

Narizinho


Narizinho, ou Lúcia Encerrabodes de Oliveira, é uma personagem da obra Sítio do Picapau Amarelo de Monteiro Lobato. Chama-se Lúcia, mas é conhecida mesmo como Narizinho, que ganhou por ter nariz arrebitado. Adora comer jabuticaba do pé, inventar reinações e conversar com Emília, sua melhor amiga e grande companheira.
O primeiro livro em que Narizinho aparece é A Menina do Narizinho Arrebitado, mais tarde transformado no primeiro capítulo de"Reinações de Narizinho", obra que reúne várias histórias que já foram publicadas do autor.
Segundo Reinações de Narizinho, a menina "...tem oito anos. Narizinho é dona de Emília, a boneca falante, e também tem um primo que mora na cidade, o Pedrinho que vem passar as férias no sítio da avó de ambos os primos. Ela é a protagonista das primeiras histórias da série do Sítio do Picapau Amarelo, papel que, ao longo das histórias, divide com Emília e Pedrinho, que juntos fazem grandes planos, travessuras e brincadeiras.
Em Reinações de Narizinho, a personagem título se casa com o Príncipe Escamado, se tornando Princesa do Reino das Águas Claras.
Adora comer jabuticabas no pé,inventar reinações e conversar com Emília,sua melhor e grande amiga.Ela adora pipoca e já sabe fazer os bolinhos de polvilho da Tia Nastácia.
Um dia Narizinho conhece o Príncipe Escamado, soberano do Reino das Águas Claras, que por coincidência, fica localizado no ribeirão do sítio. O Príncipe fica encantado com a menina e a convida para conhecer seu reino. Lá, ela é apresentada aos mais proeminentes súditos, como a azeda Carochinha, responsável por administrar os contos de fada, e determinada a manter o Pequeno Polegar preso em seus livros. Também a Doutor Caramujo, um renomado cientista, que dá a Emília a pílula falante. Depois que ingere o remédio, Emília começa a falar e não para mais.


CONHEÇA AGORA A ATRIZ QUE INTERPRETOU A 1° NARIZINHO:


Rosana Garcia


Rosana Garcia Monteiro (São Paulo10 de outubro de 1964) é uma atriz e instrutora de dramaturgia brasileira,irmã de Ricardo Garcia Costa e Isabela Garcia. Rosana e Isabela , ja deram entrevista para o video Show e trabalharam juntas em varias novelas e no Sítio Do Picapau Amarelo. Rosana, Isabela e Ricardo São filhos de Gilberto Garcia, um dos primeiros roteiristas da Rede Globo. Rosana Garcia é também conhecida como a etena NarizinhoDe uma família de artistas, iniciou a carreira de atriz na TV no programa Moacyr Franco Show (Moacyr Franco é seu padrinho de batismo), levada pelas mãos de seu pai Gilberto Garcia, um dos pioneiros da Televisão. Sua primeira novela foi O Primeiro Amor em 1972 ao lado de Sérgio Cardoso.
Consagrou-se no papel de Narizinho, na primeira versão do seriado Sítio do Pica-pau Amarelo realizada pela Rede Globo (houve duas versões anteriores em outras emissoras). A atriz fez o papel da 1ª grande personagem de Monteiro Lobato entre 1977 e 1980, quando, já crescida demais, teve de ser substituída por uma nova Narizinhodepois do episódio A Máscara do Futuro.

De 1998 a 1999 foi apresentadora do canal de vendas Shoptime atuando no programa Babytime.
No teatro Rosana participou das peças: "Lampião no Inferno", "Vive o Cordão Encarnado", "A Tocha na América", "A Bela Borboleta", "A Dama e o Vagabundo", "A Família Ducão", "Branca de Neve" e "O Abre Alas".
Desde 2001, Rosana Garcia não vem trabalhando como atriz, mas como treinadora de novos atores, atividade que começou quando preparou o elenco infantil da novela Estrela-Guia. Trabalhou como instrutora também de atores experientes como Malu MaderFábio Assunção e Cláudia Raia.
Em 2010, Rosana ministrou palestras, workshops e Cursos de interpretação para crianças e adultos.
Foi casada com o instrutor de asa delta José Fernando Pereira Monteiro, com quem teve dois filhos: Ana Carolina e Fernando.
Vive, atualmente com Rogério Mäder.
É irmã da também atriz Isabela Garcia.

Trabalhos na Televisão


Trabalhos no Cinema


Trabalhos no Teatro


Trabalhos como Instrutora de Dramaturgia


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Relatos de um fã...



“UMA TRISTE HISTÓRIA ENVOLVENDO A GLOBO
Alegrar milhares de pessoas, influenciar milhões de crianças, trazer diante da televisão olhinhos brilhantes e ansiosos corações na espera de assistir um programa chamado SÍTIO DO PICA PAU AMARELO, foi e é uma façanha incrivelmente bem planejada, que todos os créditos devem ir ao Monteiro Lobato. Eu sou exemplo de o quanto corria de volta para casa vindo do colégio para assistir SÍTIO DO PICA PAU AMARELO, e quantas vezes desejei conhecer alguns atores, sonhava em conhecer por exemplo a atriz que fez o papel da EMÍLIA o nome dela é RENY DE OLIVEIRA, e quando trocaram a atriz eu sentí muito e fui pesquisar porquê a RENY DE OLIVEIRA saiu do SÍTIO DO PICA PAU AMARELO naquela época. Aí vem a história triste:  A atriz RENY DE OLIVEIRA entrou em conflito com a personagem, ela começou a andar pelas ruas e sentir que ninguém a reconhecia como a personagem EMÍLIA DO SÍTIO DO PICA PAU AMARELO, ela entrou em conflito, tristeza, sentiu-se sem valor e decidiu ser a RENY DE OLIVEIRA, tentou carreira como atriz e foi um fracasso, desistiu do Brasil e foi morar nos Estados Unidos onde vive até hoje, em depressão acreditando que ninguém sabia quem ela era, deixou triste milhares de crianças que assim como eu na época enviou cartas a Globo, telefonou pedindo o endereço dela, e desejou lhe dar um abraço fraterno o que nunca ocorreu com nenhuma criança do Brasil que sentiu muito a falta dela como atriz e não como Emília, é fato que a personagem ainda vive, mas naquela época foram milhares de crianças que sentiram falta da atriz RENY DE OLIVEIRA, hoje sei que ela é triste, buscou tratamento e possui uma clínica de terapia lá nos estados unidos, ela não sabe o quanto tantas crianças, que hoje homens e mulheres como sou aos 44 anos, ainda se lembram dela com muito amor e muito carinho, gostaria muito  que esta triste história envolvendo a Globo e uma ex funcionária, fosse mudada, sei que na época eram outros diretores que poderiam ter investido um pouco mais em um apoio psicológico a esta atriz e não ter deixado ela ir, ir para longe de nós, da Globo e do Brasil, tentei encontrá-la lá nos Estados Unidos, mas meu tempo foi pouco, aqui no Brasil são tantos fãns que encontro, que se ela soubesse sei que se libertaria de uma tristeza que a prende ao passado...”







Reny de Oliveira


Reny começou sua carreira na Tv Record em 1968, estreando a novela A ÚLTIMA TESTEMUNHA, de Benedito Ruy Barbosa, onde interpretou Biba, uma moça cega, surda e muda.

Com o sucesso da novela, foi convidada para estrear em seguida a próxima novela que se chamava "Algemas de Ouro", e logo em seguida "As pupilas do senhor reitor", "Os Deuses estão mortos".


Em 1977, fez um grande sucesso na Tv Tupi com a novela "Éramos seis".


Na TVS/Record fez também um grande sucesso de Ivani Ribeiro, "O Espantalho".


  Foi para a Tv Globo onde trabalhou nas novelas "Escala" e 'O Feijão e o sonho".


  Mas foi em "O Sítio do picapau amarelo", que reny de Oliveira, conquistou sua popularidade como a atrevida boneca Emília, nos anos 70 e 80.


  Ainda na Tv Globo fez mais uma novela de Ivani Ribeiro, "Final Feliz".


  Foi para o SBT, e ao lado de Elaine Cristina protagonizou o dramalhão mexicano "Anjo Maldito".


  Em janeiro de 1984, a atriz posou nua na capa da revista Playboy.



  Voltou em 1987 pela Rede Manchete no programa "A nave da fantasia", e logo após abandonou a carreira.

Atualmente Reny de Oliveira mora nos Estados Unidos, onde casou-se com um norte-americano, e assina Reny Burrows. Ela coordena a Shiatsu Teraphy Center.